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domingo, 23 de janeiro de 2022

VOGUE - O single mais vendido de Madonna no EUA


Apenas uma faixa em I’m Breathless é diferenciada de todo o conjunto do álbum: Vogue, um dos seus “hinos”. A composição foi inspirada em Vogue, um estilo de dança criado no salão do Harlem no fim dos anos 1980. “I’m Breathless”, sucessor do “Like A Prayer”, trouxe a música-hino da indústria da moda, “Vogue” (#1 por 24 semanas na Billboard), talvez a faixa de maior sucesso comercial de toda a carreira da Madonna.



O primeiro single de I’m Breathless, que surgiu pouco antes do álbum, na verdade nascera como possível lado B mas acabou por ter ordem para conhecer outro protagonismo. Inspirado por uma expressão da cultura queer nova-iorquina que um ano antes tinha já cativado as atenções de Malcolm McLaren (que então criou Deep In Vogue). Coassinado por Sheep Pettibone, e um verdadeiro “ovni” no final do alinhamento do álbum, Vogue cruza as linguagens da canção pop com as da house music. Vogue foi acompanhado por uma coreografia diretamente inspirada pelo voguing que, explorada num teledisco de David Fincher e depois apresentada no palco da Blonde Ambition Tour, criou um dos momentos iconográficos mais marcantes de toda a obra de Madonna.




sábado, 22 de janeiro de 2022

I'm Breathless - Isso não é um Original Sound Track

 

           

Em 23 de junho de 1990, I'm Breathless: Music from and Inspired by the Film Dick Tracy, de Madonna, alcançou o segundo lugar na Billboard Top 200 Albums Chart nos EUA.
Após a conclusão das filmagens de Dick Tracy, Madonna começou a trabalhar na trilha sonora do filme, com o compositor Stephen Sondheim, o produtor Patrick Leonard e o engenheiro Bill Bottrell. Ela também trabalhou com o produtor Shep Pettibone no primeiro single do álbum, Vogue. O álbum foi gravado em três semanas na Califórnia.



Com “Sooner or Later “), Madonna buscou a sonoridade dos jazzes de filmes clássicos de Hollywood na década de 30 / 40, a época em que Dick Tracy era publicado em quadrinhos, para construir as canções de um álbum com faixas extraídas do filme e outras apenas compostas para o disco. E até o fez com propriedade, principalmente nas ótimas “He’s a Man “, jazz de tirar o fôlego, principalmente pela levada do baterista Jeff Porcaro (Toto), e na qual podemos imaginar dançarinas de vestidos em um palco enfumaçado, e “Something to Remember”, baladaça levada pelos teclados de Patrick Leonard que acabou batizando um importante álbum de Madonna anos depois. Gosto muito do ritmo enérgico do baixo de Guy Pratt (novamente presente em um álbum de Madonna) em “Hanky Panky”, contando também com ótimas vocalizações, ritmo esse também presente em “Back in Business”, onde destaca-se o saxofone de Jeff Clayton. Porém, o ritmo latino de “I’m Going Bananas” é provavelmente um dos piores momentos da carreira de Madonna, e totalmente desnecessário aqui, assim como a infantil “Cry Baby”, jazz hollywoodiano para americanos apenas admirarem. O jazz suave de “Sooner or Later” marcou as telas do cinema, assim como as outras duas canções presentes em Dick Tracy, no caso “More”, um foxtrot tipicamente anos 30, e a baladaça “What Can You Lose”, na qual Mandy Patinkin é o responsável pelos vocais ao lado de Madonna. Outra parceria, dessa feita com Warren Beatty, é feita em “Now I’m Following You (Part I)”, a qual poderia fazer parte da trilha de “Cantando na Chuva”, mas não em um álbum de Madonna. Acho que é por isso que o disco não vingou entre os fãs de Madonna por que não há eletrônicos, sintetizadores, nada disso, apenas uma incrível banda de jazz e uma interpretação impecável de uma artista que mostrava ao mundo ser capaz de fazer o que quisesse, similar ao que Lady Gaga vem fazendo nos últimos anos.



He’s a Man - Para quem é essa afirmação?


Eu não ouvia essa música há anos, até ganhar o álbum I'm Breathless de uma colega de trabalho que o trouxe da Alemanha outro dia (eu costumava ter anos atrás, o vinil). Eu tinha esquecido que música incrível é essa, os vocais de Madonna são impressionantes e a letra é maravilhosa. Talvez o seu namoro com Warren Beatty tenha inspirado essa letra.


Sooner Or Later - O primeiro Oscar a gente não esquece!



“Sooner or Later” foi concebida como a canção que definiria Breathless, determinada a atrair a atenção de Dick Tracy. Seu arranjo puxa mais para o jazz da década de 30, com a produção lembrando as músicas de Nina Simone. Primeiramente, a canção foi criada para a trilha sonora do filme Dick Tracy, lançado em 1990. A rainha do pop inclusive atuou no longa metragem, dando vida a personagem Breathless Mahoney, inspirada na bombshell Jean Harlow.

Segundo a biógrafa O´Brien (2008), o namoro com Warren Beatty, diretor do filme, ajudou na construção da imagem, pois em Dick Tracy, ela exalava charme semelhante ao das atrizes das décadas de 1930 e 1940. Desta vez, foi diferente: o filme ganhou o Oscar de melhor direção de arte, melhor maquiagem e canção original, Sooner of Later, interpretada por Madonna. A crítica não destroçou o trabalho de Madonna, mas a direção segura, os diálogos envolvendo Nietzsche e Platão, além do suporte de atores do quilate de Al Pacino e Dustin Hoffman ajudaram no sucesso da produção. Para Madonna, ficou a prova de que a crítica a queria mesmo ajustada no mundo da música. E o que dizer da rainha do pop recuperando o glamour da Hollywood de Marilyn Monroe? No Oscar 1991 ela fez uma performance até que comportada para os padrões Madonna, mas hipnotizou a plateia dentro de um longo rosa, coberta com um boá e luvas brancas, saindo do chão e dando as costas para o público. Sensualizou ou não sensualizou? Ela defendia a canção “Sooner or Later”, da trilha de Dick Tracy. E, sim, Madonna dormiu com o homem dourado. É claro que estamos falando da estatueta, que ela levou para casa.


Hanky Panky - Madonna sendo Madonna

                           

O segundo single extraído deste álbum foi Hanky Panky, um swing reinventado em clima pop e desenhado sob temática S&M marcou atenções na época, mas está longe de ser das canções de Madonna cujo sucesso mais bem resistiu à passagem do tempo.
Em 28 de julho de 1990, Hanky ​​Panky atingiu sua posição de pico de número dez na Billboard Hot 100 nos Estados Unidos
O vídeo oficial raramente visto de Hanky ​​Panky foi gravado no show de 27 de maio de 1990 em Toronto, Canadá. Em vez de usar o áudio ao vivo da turnê, Warner optou por fazer overdub da apresentação ao vivo com a versão do álbum. O vídeo foi transmitido por algumas semanas e depois retirado da rotação na maioria dos países. Embora nenhuma razão oficial tenha sido fornecida, presume-se que, devido à natureza de baixo orçamento do vídeo, sua intenção era apenas servir como um impulso promocional inicial para a música, com sua posterior retirada da rotação fazendo parte do plano.
Durante uma entrevista à Rolling Stone, Madonna falou sobre conseguir um bom “spanky”:
A coisa da surra começou porque eu acreditava que minha personagem em Dick Tracy gostava de levar tapas e é por isso que ela andava com pessoas como o personagem de Al Pacino. Warren Beatty me pediu para escrever algumas músicas, uma delas, a música do Hanky ​​Panky , era sobre isso. Eu digo na música 'Nothing like a good spanky', e no meio eu digo, 'Ooh, meu traseiro dói só de pensar nisso'. Quando saiu todo mundo começou a perguntar, 'Você gosta de apanhar?' e eu disse: 'Sim. Sim'.



I’m Going Bananas - Seria uma homenagem a Carmem Miranda?

 


I’m Going Bananas, é uma música que remete a comicidade dos musicais dos anos 30, contudo, um erro dentro do repertório do álbum. Visto do ponto de vista de pesquisa musical da época, foi uma grande referência, mas os vocais de Madonna não se enquadram com esse perfil. Diríamos que pode ser o lado latino de I’m Breathless. I’m Going Bananas chegou a ter uma performance digna na Girlie Show Tour, devido a sequência teatral que a mesma estava inclusa, mas não soa bem como as demais faixas de seu álbum.

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Cry Baby - O lado Betty Boop de Madonna


“Cry Baby” soa como a voz do cartoon Betty Boop e Madonna entoa uma melodia que traz na letra um homem sensível. Uma contradição para o modelo dos homens da época que eram machões, viris e mulherengos. Muitos chegaram a reclamar que a música não fez parte da Original Soundtrack de Dick Tracy. Uma vez que seu conteúdo lírico era muito parecido com a personalidade do mocinho da película.


Something To Remember - Uma balada injustiçada


“Eu não era sua mulher, eu não era sua amiga,
Mas você me deu algo para lembrar
Nenhum outro homem disse "ame a si mesma"

Parte da trilha sonora de “I’m Breathless” lançado em 1990, a canção deu título a uma coletânea de baladas e fala sobre o fim de um romance, Madonna se sente decepcionada e magoada, mas que ele a deixou algo para lembrar, que ela deveria ter amor próprio. Há quem diga que a música foi escrita sobre seu divórcio com o Sean Penn. Madonna tinha acabado de se divorciar de Sean Penn (início de 1989) e começou a filmar DT e com tudo o que estava acontecendo, ela provavelmente teve que se curar... então ela se sentou com Patrick Leonard e escreveu uma música incrível... parte diário, parte toque de música e parte música motivacional. Esta é a verdadeira Madonna... sem truques, sem cantores convidados, apenas ela e seu verdadeiro eu.


Back in Business - DE volta à ativa!




Mark Coleman, da revista musical Rolling Stone, descreveu "Back in Business" como uma "dor de cabeça lancinante". A canção contém uma sequência de "versos-lentos-com-refrão-rápido". De acordo com Rooksby, "o refrão explode em vida, com Madonna saboreando claramente as letras sobre bons caras terminando em último (...) a frieza de sua entrega está apta para o assunto". Seus vocais são acompanhados por sons de trompetes suaves e um solo de saxofone.


More - A Material Girl dos anos 90


“More” pode ser vista como a “Material Girl” da década de 30, com Breathless indicando como só lhe importa o dinheiro. A música cantada na noite de ano novo descrita no filme é uma das melhores do álbum e encontra-se na OST de Dick Tracy. More merecia uma performance Crooner/ Cabaret de Madonna em uma sequência de suas digressões ao vivo. A Material Girl dos anos 30 é uma prova do talento vocal da cantora e que as aulas de canto para fazer o longa-metragem da Disney a fizeram muito bem.


What Can You Lose - Madonna pronta para musicais

 


“What Can You Lose” é um dueto entre Breathless e o personagem de Mandy Patinkin, que cantam no bar quando todos vão embora, como a própria música sugere. Esta música é tão habilmente trabalhada. Do cordão que se abre, atinge profundamente a emoção, a saudade, a tristeza e o arrependimento, seguidos pela resignação. Assustadoramente linda. O Encanto e a Grande Classe desta maravilhosa balada romântica dos anos 30 é absolutamente incrível. A máquina do tempo nos leva de volta à CHICAGO ou à L.A. deste período atormentado e emocionante de Gangsters, boates, contrabando de álcool, violento acerto de contas, mulheres fatais de grande beleza e secretárias escuras e surradas privadas neste momento tão difícil e a sombra de DASHIEL HAMMET que paira sobre toda esta atmosfera turva borrifada com Whisky. É suntuosa e inebriante ...


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Now I'm Following You - "Dick" é um "nome interessante".

 


Madonna canta um dueto de duas partes com Beatty, intitulado "Now I'm Following You". Madonna revela que "Dick" é um "nome interessante".

Um excelente exemplo de humor e classe que Madonna teve. Seu duplo sentido junto com seu atrevimento e apresentação eram simplesmente fantásticos. Ela era totalmente foda durante esse período e fez uma apresentação ao vivo perfeita das duas partes dessa música!
Curiosidade sobre a música... Se você ouvir com atenção em 4’06’’, ouvirá o clássico jingle da Walt Disney Pictures, que foi acelerado e dura cerca de 2 segundos. Graças a Deus por experimentar essa parte da música. A trilha sonora do remake de "That Darn Cat" que tenho em fita cassete tinha o jingle da Walt Disney Pictures tocado quando os gatos miavam, eles fizeram isso no remake de "That Darn Cat" também.





Vogue - Live Studio Version


Em 20 de março de 1990, o primeiro single do álbum I'm Breathless de Madonna, Vogue, foi lançado.
Vogue foi escrita e produzida por Madonna e Shep Pettibone em dezembro de 1989. A música foi gravada com a intenção de ser o b-side do próximo (e último single do álbum Like A Prayer ), Keep It Together (lançado em 30 de janeiro). 1990).
O produto final era bom demais para ser um único b-side, então foi decidido que Vogue seria um single autônomo no próximo álbum de Madonna, I'm Breathless (mesmo que a música não tivesse nada a ver com Dick Tracy)


Em 7 de setembro de 1990, Madonna foi homenageada com o Commitment To Life Award e apresentou Vogue no evento beneficente Commitment To Life IV para AIDS Project Los Angeles (APLA) no Wiltern Theatre em Los Angeles, Califórnia.




Em 1 de setembro de 1990, a Vogue de Madonna passou sua última semana na parada Hot Singles Sales da Billboard em #40. O grande sucesso esteve presente na parada de vendas dos EUA por um total de vinte semanas, incluindo duas semanas em primeiro lugar em maio de 1990.
Vogue foi certificada como dupla platina pela RIAA pelas vendas físicas de mais de dois milhões de unidades. Em termos de vendas físicas, continua sendo o single mais vendido de Madonna nos EUA



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